Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

   A Inclusão Digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas.

   Os modernos meios de comunicação,especialmente a Internet,trouxeram para os cidadãos um diferencial no aprendizado e na sua capacitação profissional e, conseqüentemente, maior possibilidade de ascensão financeira. Há estudos que revelam que cada ano adicional de estudo o salário médio do brasileiro é acrescido em 10%.
   Atualmente,a seção de emprego de qualquer jornal revela que o conhecimento em informática é o item mais básico de qualificação necessária para muitos cargos. Cheguei a entrevistar algumas agências e consultorias de RH, como também especialistas da área, e a maioria afirmou que a falta no domínio de ferramentas como editor de texto, banco de dados e planilhas é a principal barreira que enfrentam os candidatos a um emprego hoje no Brasil. Um curso para estes três aplicativos, por exemplo, custa em torno de R$1.500,00, um valor extremamente alto para o poder aquisitivo médio do brasileiro, especialmente para os jovens. Qual, então, a saída para aprender a manusear ferramentas tão essenciais?
   Segundo o último Censo no segmento escolar realizado em 2000, há 345 mil instituições de ensino no Brasil, sendo 82% provenientes do ensino público.No ensino fundamental, a participação do setor público chega a 90%. Mesmo com esta representatividade, a IDC verificou que 80% dos gastos com informática no segmento educacional brasileiro são destinados às instituições de ensino superior e às escolas privadas.
   As escolas particulares estão investindo em laboratórios de informática e colocando este item como diferencial para atrair novos alunos. Um dos pontos avaliados de forma positiva pelo MEC é o investimento nos laboratórios das escolas. Além disso, a maior parte das classes sociais mais abastadas, freqüentadora das escolas privadas, já possui um computador em casa.
   A realidade de tudo isso é que muitos brasileiros não têm condições de pagar um simples curso de informática ou adquirir equipamentos e serviços para entrar no mundo digital. Apenas 12% dos domicílios no Brasil possuem computador. Para efeito de comparação, no caso da América Latina, por exemplo, o Chile alcança o índice de 20%. E na maioria dos países asiáticos, então, o índice sobe para 35%.
   É claro que, paralelamente à inclusão digital, precisamos lembrar que o Brasil é ainda um país com 15 milhões de analfabetos. Fora isso, 29,4% da população do país é formada por analfabetos funcionais, ou seja, pessoas que não completaram os quatro primeiros anos do ensino fundamental.
   Cada vez mais, evidenciam-se o reconhecimento e o empenho (educacional) de se encontrar soluções para garantir e popularizar o acesso à Internet. Com isso, pretende-se gerar um avanço na capacitação e na qualidade de vida de grande parte da população, bem como prepará-la para as necessidades futuras.
   A alfabetização digital é o principal caminho para a inclusão social, devendo ser tratada como política pública, pois uma pessoa alfabetizada no universo digital terá condições de selecionar e pesquisar informações na Web, processar dados, adquirir conhecimento e, mais importante, transmiti-los, fazendo disso um meio para melhorar sua qualidade de vida.

 

 

Fonte_CMI Brasil