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   O termo ‘inclusão’ vem sendo constantemente usado nos meios de comunicação e afins.

  Mas, você aí, sabe o que é INCLUSÃO DIGITAL?

  Achei um vídeo onde essa mesma pergunta foi aplicada à universitários da UFRJ.Foi gravado durante o evento Panorama audiovisual de Direitos Humanos que celebrou na UFRJ os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.Veremos o resultado.

   O HEADMOUSE é um software que permite realizar as funções do mouse através de movimentos da face, olhos e boca. O único hardware necessário para isso é uma webcam que permita uma boa resolução.O software do Headmouse vai detectando através da webcam os movimentos da face, que guiam o ponteiro do mouse. Os clicks são substituídos pelos movimentos da boca. O software se destina à usuários que não tenham deficiência na movimentação do braços e mãos.

  Opera sem fio e Pixel precise pointOperates in conjunction with or replaces a standard desktopem conjunto com/substitui um rato normal; pCan be used in conjunction with a variety of clicking solutions, including adaptive switches, Sip/Puff Switch, Dragger, SofType and KeyStrokepode ser usado em conjunto com uma variedade de clicar em soluções, incluindo switches adaptativa, SIP / Puff Switch, Arrasta, SofType e as teclas digitadas; No software required uses standard USB mouse interfacnão requer software pois utiliza interface de mouse padrão USB; Powered from host device, no separate power cable needese alimenta a partir de dispositivos de acolhimento, sem cabo de alimentação separada necessária; seu peso é de aproximadamente 96 gramas, entre outras.

O HEADMOUSE foi desenvolvido pelo Grupo de Robótica da Universidade de Lleida na Espanha e é sem dúvida um grande passo no processo de evolução da tecnologia por qual passamos todos os dias porque representa mais uma vitória para as pessoas debilitadas fisicamente. A primeira vista parece complicado de usar, e realmente, é, pois requer muita paciência.Logo no começo o programa realiza uma calibração que pode levar alguns minutos.Depois, já está pronto para ser usado.Além de paciência, te exige delicadeza pois movimentos bruscos podem reiniciar o processo de clicar ou arrastar, por exemplo. Outro ponto que consideramos negativo foi o fato da imprecisão do software, mas é claro que isso acontece por estarmos acostumados a usar o mouse com a mão.Seria o caso de um uso diário até nos habituarmos com ele.

Nvda

   O NVDA é um sintetizador de fala do ambiente Windows que dá praticidade ao uso do computador para deficientes visuais.Nada mais é do que um software que interage com o usuário indicando por voz onde se localiza a seta do mouse.As necessidades para que ele seja utilizado são ausência total ou parcial de visão.

   Além de ser ‘’free’’, possui um suporte para mais de 20 línguas e seu uso nem requer sequer instalação.Ele ainda oferece: habilidade para rodar a partir de um cabo USB ou qualquer media portátil sem a necessidade de instalação;Navegar na Internet com o Mozilla Firefox;Instalador falado, fácil de usar;Funciona com email usando-se Mozilla Thunderbird;Suporte para Microsoft Internet Explorer, básico para Microsoft Outlook Express / Windows mail Suporte;Suporte básico para Microsoft Word e Excel;Suporte para aplicativos Java acessíveis;Suporte para Adobe Reader, para IBM Lotus Symphony, para o Prompt de comandos do Windows;Anúncio automático do texto onde o mouse estiver e indicação audível opcional da posição do mouse.

   O NVDA foi iniciado em meados de 2006, pelo jovem australiano Michael Curran. Ele cursava o segundo ano de bacharelado em Ciência da Computação, mas muito tempo antes ele já percebera as distorções e mazelas que cerceiam o acesso das pessoas cegas, mais especificamente no campo tecnológico e sendo ele cego, foi obrigado a comprar um leitor de tela comercial para uso pessoal, profissional e estudantil.

   O NVDA é um software fantástico, parecido com o DOSVOX, porém, com um outro funcionamento. Este sistema é um leitor de tela livre e ‘open source’ (ou seja, público) para o sistema operacional Microsoft Windows, ele te fornece todas as pastas em seu computador, além do mais fornece todas as informações que você seleciona, como a digitação, musicas, fotos, documentes etc. O NVDA seria muito usado pelos deficientes visuais, principalmente em estabelecimentos de serviços.

    O DOSVOX tem por função viabilizar o acesso de deficientes visuais (totais ou parciais) à computadores por meio de comunicação via síntese de voz, ou seja, utiliza o áudio em substituição à visão.

   O DOSVOX é utilizado no ambiente Windows e foi o primeiro software produzido com a síntese de voz em português.Além de ser ‘free’, é totalmente interativo, tanto que seu uso se dá através da conversa do usuário com o próprio programa.As necessidades para seu uso são ausência total ou parcial de visão.

Além disso, o DOSVOX inclui: sistema operacional que contém os elementos de interface com o usuário;Editor, leitor e impressor/formatador de textos;Impressor/formatador para Braille; Programas sonoros para acesso à Internet, como Correio Eletrônico, Telnet, FTP e acesso à WWW;Diversos programas de uso geral para o cego, como caderno de telefones, agenda de compromissos, calculadora, preenchedor de cheques, cronômetro, etc;Jogos de caráter didático e lúdico;Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida;Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual;Leitor de telas/janelas (versão para Windows).

   Os desenvolvedores do Projeto DOSVOX foram José Antônio dos Santos Borges que é o coordenador do projeto e Marcelo Pimentel Pinheiro, que foi quem desenvolveu os primeiros programas do sistema, como o ‘Edivox’.

   A aplicabilidade do DOSVOX foi incrível, muito fácil à instalação e ainda gratuito, sem pagar nada. Posso facilmente executá-lo a partir do Menu Iniciar; um arquivo contendo um preparado para correr a versão portátil que pode ser executado a partir de qualquer lugar em seu disco rígido, um drive USB ou até mesmo de um CD. Além do mais o programa é se fácil acesso, posso mexer nele com os olhos fechados e consigo manuseá-lo e compreendê-lo. Para os cegos seria algo ótimo, pois poderiam usufruir dele e tornarem-se empregados, podendo usar o DOSVOX em uma empresa ou outro serviço.

   Diante deste horizonte tecnológico, aberto já há alguns anos , nós professores buscamos a cada dia melhorar nossa prática pedagógica.O primeiro passo para esta evolução além da tecnologia, é o auto aperfeiçoamento, que torna-se imprescindível neste contexto educacional , social, cultural, economico e sustentável que almejamos para um futuro próprio e próximo.
   O professor é um grande observador .Traz no sangue uma utopia de melhoria na qualidade de vida do sujeito, que somente um grande idealizador pode buscar.Essa idealização pode transformar nossa sociedade de forma simples e ao mesmo tempo complexa, já que cada escolha nos permite enveredar por estradas diferentes que são dependentes mas também interdependentes dentro deste processo de formação.
   Entender como funciona essa complexa situação, começa na vontade de executar os sonhos.E esse sonho parte do equipar as escolas com materiais e recursos tecnológicos modernos de ponta como computadores e seus periféricos de última geração , data-show, laptops, robótica, dentre tantas ofertas do mercado mas que ainda hoje estamos restritos.Temporalmente,lembrando que não é uma impossibilidade mas uma dependência direta .Mas nossa interdependência se pauta na vontade e na garra de buscar lá no intimo, em nosso potencial e em nossa criatividade tudo aquilo que depende de nós diretamente: o conhecimento como produto.Objetivamos a aplicabilidade plena destes conhecimentos em nossa sociedade.Nos tornarmos cientistas simples na luta diária em sala de aula. Termos o conhecimento e a competência de extrapolarmos nossa área de atuação e buscarmos uma grande integração e interdisplinaridade no próprio conhecimento que hoje ainda se apresenta tão dividido, é nosso grande desafio.
   Sendo assim, a informática educativa traz o uso do computador nas escolas como mola mestra neste desfio de juntar diferentes competências que nosso currículo propõe.Buscar unir, o que ao longo dos anos se dividiu que é o conhecimento.Conhecer pode ter tendências de áreas de atuação, mas em nosso dia-a-dia nos mostra que está mais unida do que segmentada Por exemplo: andar, restringe-se somente na física? Ou somente na fisioterapia?ou na matemática? Algo tão simples e tão complexo. Tão reflexivo.Tão instigatório….
   É necessário evoluir a partir das informações que são colocadas no mercado.è preciso ainda, formar indivíduos autônomos, que aprendem por si mesmos, aprendendo a aprender partindo da busca , da investigação , da descoberta e da invenção.Neste ponto contamos com o diálogo entre o professor com o aluno em uma parceria fundamental para a progressão educacional, contando com a informática enquanto uma metodologia alternativa.O computador passa a ser uma possibilidade,um aliado no processo ensino-aprendizagem.
   Diante do quadro atual de desafio de buscar a unidade do conhecimento, que tal buscarmos na simplicidade dos conteúdos a integração, a interdisciplinariedade e justaposição, ou mesmo a união plena daquilo que se propõe a estudar?
   Por que não usar a tecnologia da comunicação tão disponível e tão simples, para trazer o interesse e a motivação de nossos alunos para escola?Esta, que para mim deve ser um local prazeroso e interessante, tratada com carinho, afinal muitas horas de nosso dia estamos nela.
   Observemos portanto algumas possibilidades educativas quando usamos o computador:
  

   1. Usando softwares: alguns softwares nos permitem trabalhar o raciocínio, a inventividade, o levantamento de hipóteses que são algumas das habilidades necessárias para o desenvolvimento de competências.também podem ser utilizados como exercícios de fixação ou introdução de conteúdos .Um exemplo é o MAGISTER, o qual trabalharemos neste curso.
  

   2. Programas oferecidos pelo windows ou open office: podem ser utlizados em sala de aula para a construção de textos, tabelas, gráficos, imagens, porcentagem, fração, potenciação, uso de fórmulas, trabalho com dados, hipóteses, planilhas, tipos de correspondências, trabalho com dicionário, revisão de texto, calculadora, formas, tamanhos, cores, espessura, produção de filme ou imagens,catálogo de endereços,jogos, banco de dados, groove que permite compartilhar arquivos on line,apresentações, cartões, boletins informativos, folhetos, cartões, folders,etiquetas,panfletos, calendário, dentre otras possibilidades.

   3. A internet permite a pesquisa , a busca por programas, jogos, informações considerando as maiis diversas fontes, o acesso a bancos, empresas enfim abre o mundo virtual para nossas necessidades.Muitos sites oferecem filmes, vídeos, imagens para complementar nosso planejamento de aula.

   4. Na internet, nós professores, podemos montar um blog pessoal ou coletivo e este nos ajuda a construir nossos conhecimentos;

   5. A internet possibilita ainda a possibilidade de exposição de produtos das mais variadas origens;

   6. Podemos ainda com o computador trabalhar com a robótica na parte educacional, mas que pede uma formação especializada.

   7. Trabalho com projetos: permite a criatividade na busca e execução de metodologias,sem o medo de errar.     Aprender por meio de projetos inova e rompe com a postuuras tradicionais de ensino, já que em sua veia traz muitas possibilidades:contrução do conhecimento, aprendizagem significativa e contextualizada, interrogações que serão sanadas ao longo do processo, despertar da curiosoidade, vontade de aprender cada vez mais, deixando para traz a educação bancári, tão bem colocada por Paulo Freire.O aluno então, torna-se como oprofessor um grande pesquisador.Esta postura adotada traz a questão da cidadania: apropriação e aplicação do conhecimento em diferentes situações.Além do ambiente computacional, ainda fora dele é possivel realizar muitos trabalhos: maquetes, análises, resumos, fotos, experiências dentre tantas possibilidades.
 

   8. Postura do professor como mediador e facilitador da aprendizagem.
 
   Sendo a informática educativa uma área de conhecimento que propõe-se a trabalhar com conteúdos psicopedagógicos, informativos e operacionais observamos a importância que esta traz em nosso cotidiano.Fica o desafio e a vontade de ultrapassar o que já existe.

Fonte  webartigos.com

  Aqui no Blog Info Inclusão tratamos de inclusão digital mas também sobre as deficiências desse processo gradual, então, selecionei um artigo interessante que fala sobre o outro lado desse tema: a exlusão social e digital.Boa leitura!

 Segundo os autores Martins e Pieranti,

 A idéia de exclusão social surgiu em meados dos anos 1970, através da preocupação do governo francês em adotar programas de inclusão para os cidadãos desempregados há muito tempo, em consonância com o reconhecimento de que o governo não poderia lidar com o desemprego sem atacar as desigualdades de renda, educação, assim como itens relacionados a sexo do cidadãos, sua origem étnica e outras facetas da sociedade francesa. Desde então, muitos países europeus têm desenvolvido políticas de inclusão envolvendo vários setores governamentais, de modo a resolver os problemas sociais existentes. (O´Brien, 2001). Grupos socialmente excluídos há muito têm sido privados de oportunidades possuem capacidade muito limitada de participar do processo de transformação da sociedade na qual estão inseridos. Tal fato gera a necessidade de que iniciativas sejam desenvolvidas e possibilidades tecnológicas exploradas, de modo a promover melhorias na qualidade de vida ou defesa de seus próprios interesses (MARTINS & PIERANTI: 2006: 260).    

Sobre o tema, Habermas afirma:

  Ora, em pondo fim ao compromisso constitutivo do Estado social, faz-se ressurgir a crises que ele tinha conseguido conter. Daí a reaparição das despesas sociais que uma sociedade liberal corre o risco de não suportar. Os indicadores que assinalam o aumento da pobreza e da precariedade social, ligados à disparidade crescente de renda, não têm antigüidade; não se pode desconhecer as tendências à desintegração social. Lá onde diversos tipos de exclusão acumulam seus efeitos – exclusão do sistema de emprego e da capacitação, das prestações sociais, da habitação, dos recursos familiares – surgem novas “classes inferiores”. Estes grupos empobrecidos, largamente cortados do resto da sociedade, não são mais capazes de mudar sua situação social pelos seus próprios meios. Ora, uma tal falta de solidariedade destruirá inevitavelmente, a longo prazo, a  cultura política liberal sem a qual as sociedades com Constituição democrática dificilmente poderão desenvolver o universalismo que a caracteriza (HABERMAS, 2000: 28).

  Desta forma, como falar em inclusão digital em uma sociedade que não inclui socialmente seus seres humanos? Que não oportuniza as mínimas condições para uma existência humana de forma digna?

  Fomos buscar alguns estudiosos para entender melhor esta questão. Segundo Santos,

  […] a inclusão digital é uma faceta particular das questões de inclusão social, não se podendo empreender a primeira na ausência da segunda. Por outro lado, a inclusão (digital ou social) é par da exclusão (idem), sendo a própria exclusão social uma manifestação particular das desigualdades sociais, sobretudo das desigualdades que se expressam sob o rótulo da pobreza” (SANTOS, 2006: 14-15).

  Ainda sobre o tema, Silva et al afirmam que:

  […] a  exclusão digital concentra em si o reflexo de um problema no Brasil: a exclusão social. Exclusão digital é o termo utilizado para sintetizar todo um contexto que impede a maior parte das pessoas de participar dos benefícios das novas tecnologias da informação. Digital também porque hoje as conseqüências da exclusão social acentuam a desigualdade tecnologias e o acesso ao conhecimento o abismo entre ricos e pobres. (SILVA et al, 2005: 5)

  Precisamos estar atentos à reflexão que fazemos, porque a relação de exclusão digital e social não é uma via de mão dupla. Sobre isso, recorremos a Macadar, que nos faz refletir:

  Um ponto importante deve ser esclarecido quando se fala de exclusão digital: não há uma relação direta entre a exclusão social e a exclusão digital. Nem todos os excluídos digitalmente também são excluídos economicamente. O que se pode afirmar é que exclusão econômica pode levar a um exclusão digital, e que o economicamente incluído também pode ser um excluído digital. Portanto, não se pode reduzir o problema ao fator ‘poder aquisitivo’. (MACADAR, 2002: 2)

  Não é somente esse o tipo de exclusão que encontramos. Encontramos muitas vezes  políticas publicas de infoinclusão, como nas Oficinas do Programa de Educação Continuada (PEC)4, do qual tive a oportunidade de participar como multiplicadora. Nele, vivi esses entraves por meio das falas, relatos dos professores e de seu comportamento perante as novas aprendizagens que estavam sendo oferecidas a eles a través das TIC. Ficaram nítidas as dificuldades de ordem curricular, de formação técnico-pedagógica, financeira, ideológica e das relações de poder dentro da instituição escolar. A grande maioria dos professores não utiliza as Salas de Ambientes de Informática (SAI)5 e os poucos que o fazem têm dificuldade para superar algumas barreiras como equipamentos quebrados, diretores autoritários, falta de habilidade no uso dos computadores, entre outras. Ao fazer algumas experiências nas SAI, sentem-se completamente solitários, sem apoio das instâncias hierárquicas superiores e, principalmente, sem o apoio de seus pares. Ainda assim muitos professores não conseguiam ultrapassar suas próprias resistências em relação à uma nova aprendizagem que implicava naquele então em novas formas de ensinar e de se relacionar com o aprendizado dos alunos, nova postura ideológica, que não pertencia ao ensino tradicional habituados em suas práticas.

  Silva et al.,  asseguram que:

  […] há outras formas de exclusão, que devem ser abordadas de forma sistêmica, numa política de infoinclusão. Para citar um exemplo, pode-se afirmar que há muitas pessoas com fortes resistências ao uso da Tecnologia de Informação e Comunicação, independente de classe econômica e das possibilidades de acesso. As gerações mais novas, normalmente, possuem maior facilidade e interesse em utilizar as TICs do que pessoas de mais idade. As formas de apresentar as Tecnologias da Informação e Comunicação de maneira adequada à população da terceira idade – que cresce, no país – é uma questão que não pode deixar de ser discutida. Outro fato excludente, ou que dificulta ou uso da Internet, é o idioma. Quase metade das páginas disponíveis na  Web estão em inglês, enquanto apensa 6% estão em espanhol e 3% estão em português. Também não podemos deixar de mencionar as pessoas com necessidades especiais, normalmente excluídas socialmente e para as quais as TICs podem representar a abertura de novos espaços de expressão e inserção social. Estas pessoas com deficiências, requerem o desenvolvimento da tecnologias especificas que sejam adequadas às suas necessidades (físicas, visuais, mentais etc.), e o acesso facilitado a estas soluções e serviços (SILVA at el, 2005: 6-7).

Fonte   cibersociedad.net

PROJETO_Incluso_Digital_UNISC_2009_43122009119

 

   Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

   A Inclusão Digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas.

   Os modernos meios de comunicação,especialmente a Internet,trouxeram para os cidadãos um diferencial no aprendizado e na sua capacitação profissional e, conseqüentemente, maior possibilidade de ascensão financeira. Há estudos que revelam que cada ano adicional de estudo o salário médio do brasileiro é acrescido em 10%.
   Atualmente,a seção de emprego de qualquer jornal revela que o conhecimento em informática é o item mais básico de qualificação necessária para muitos cargos. Cheguei a entrevistar algumas agências e consultorias de RH, como também especialistas da área, e a maioria afirmou que a falta no domínio de ferramentas como editor de texto, banco de dados e planilhas é a principal barreira que enfrentam os candidatos a um emprego hoje no Brasil. Um curso para estes três aplicativos, por exemplo, custa em torno de R$1.500,00, um valor extremamente alto para o poder aquisitivo médio do brasileiro, especialmente para os jovens. Qual, então, a saída para aprender a manusear ferramentas tão essenciais?
   Segundo o último Censo no segmento escolar realizado em 2000, há 345 mil instituições de ensino no Brasil, sendo 82% provenientes do ensino público.No ensino fundamental, a participação do setor público chega a 90%. Mesmo com esta representatividade, a IDC verificou que 80% dos gastos com informática no segmento educacional brasileiro são destinados às instituições de ensino superior e às escolas privadas.
   As escolas particulares estão investindo em laboratórios de informática e colocando este item como diferencial para atrair novos alunos. Um dos pontos avaliados de forma positiva pelo MEC é o investimento nos laboratórios das escolas. Além disso, a maior parte das classes sociais mais abastadas, freqüentadora das escolas privadas, já possui um computador em casa.
   A realidade de tudo isso é que muitos brasileiros não têm condições de pagar um simples curso de informática ou adquirir equipamentos e serviços para entrar no mundo digital. Apenas 12% dos domicílios no Brasil possuem computador. Para efeito de comparação, no caso da América Latina, por exemplo, o Chile alcança o índice de 20%. E na maioria dos países asiáticos, então, o índice sobe para 35%.
   É claro que, paralelamente à inclusão digital, precisamos lembrar que o Brasil é ainda um país com 15 milhões de analfabetos. Fora isso, 29,4% da população do país é formada por analfabetos funcionais, ou seja, pessoas que não completaram os quatro primeiros anos do ensino fundamental.
   Cada vez mais, evidenciam-se o reconhecimento e o empenho (educacional) de se encontrar soluções para garantir e popularizar o acesso à Internet. Com isso, pretende-se gerar um avanço na capacitação e na qualidade de vida de grande parte da população, bem como prepará-la para as necessidades futuras.
   A alfabetização digital é o principal caminho para a inclusão social, devendo ser tratada como política pública, pois uma pessoa alfabetizada no universo digital terá condições de selecionar e pesquisar informações na Web, processar dados, adquirir conhecimento e, mais importante, transmiti-los, fazendo disso um meio para melhorar sua qualidade de vida.

 

 

Fonte_CMI Brasil

Hoje é dia 6 de abril de 2010 e o blog Info Inclusão está no ar e vai levar à todos relevantes informações e notícias sobre Inclusão Digital e Acessibilidade em tempos de constante avanço tencológico.Mais do que um simples blog, impõe-se nele um ideal: popularizar o direito de infoinclusão à todos.
Fiquem ligados aqui!!!